19/03/2012

Sobre mudanças, organização, RH e amor.

Mudanças assustam, né?


Estamos vivendo um horizonte de profundas mudanças organizacionais onde trabalho.

É a mudança em um modelo de gestão em RH.

Tudo bem, se RH não fosse nossa área.

Estar em uma unidade fabril tem alguns sérios contratempos, não participamos ativamente das decisões, e sendo assim, não temos acesso às informações estratégicas.

Por isso falo que as mudanças estão no horizonte.

A gente sabe que virão, estão lá... é inevitável, mas não sabemos muito bem ainda COMO será a nova realidade.

E viver na incerteza é atormentador.

Digo atormentador porque me refiro a clima. Há quem definitivamente não consiga conviver com isso, e por conta deste desequilíbrio interno, torna a vida em grupo algo que pode ser considerado como uma verdadeira tortura.

Está sendo muito difícil lidar com isso em nossa equipe. Por mais que entendamos que é fruto de sofrimento interno, que nada tem a ver com o restante da equipe, é complicado manter a sanidade e trabalhar como se gostaria.

Poxa, porque somos tão complicados, né?

Não está sendo fácil, acredito que fazer este meio de campo, e fazer o esforço para manter a equipe de certa forma coesa, seja no momento meu principal desafio profissional.

O mais complicado de experimentar a gestão, não é a capacitação técnica, ou aplicar o conhecimento dos subsistemas de RH (embora o exercício constante de manter a interrelação entre cada um deles em cada tomada de decisão seja fundamental), mas é o de tratar com Pessoas, em cada uma de suas facetas e singularidades.

Seres humanos são criativos, mas rancorosos, nos surpreendem, e nos magoam. São frágeis, mas ferem profundamente com gestos, com palavras, e com o simples fato de não se envolver com a sobrecarga de trabalho do outro.

Com isso reforço a admiração por Jesus Cristo, tudo se resume em uma só palavra: AMOR!

Se a sua auto-estima está ok, se tu te ama, não joga nos outros a culpa por seu fracasso.

Se tu ama quem está contigo, à tua volta, te tornas o seu próximo, e faz da jornada de ambos algo mais agradável, não uma tortura diária.

Definitivamente, nos falta amor.

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