25/09/2008

o que está acontecendo?



A rotina das pessoas está cada vez mais apertada...
é um corre corre danado, e neste 'vuco-vuco' deixamos de lado coisas simples, como tirar um tempo para um banho demorado e relaxante.
Tempo para curtir a família... para OUVIR os outros.
É faculdade, trabalho, grupos de estudo, trabalhos domésticos, filhos, reunião de condomínio...

Nesta semana fizemos um treinamento de desenvolvimento de pessoas aqui na empresa, e tivemos o tão saudável momento de feedback.
Me chamou a atenção a fala de um colega de trabalho, super gente fina, dizendo que ele se deu conta que deveria fazer feed back em casa também, com a esposa, pq não conversavam mais.
Que coisa, né?
Não sei se me assustou pelo fato de que eu e o meu véio sempre temos os 'momentos DR' (para Discutir a Relação).
Mas a gente cuida de alguns aspectos e deixa de lado outros mesmo... pois com o restante de minha família dificilmente tenho estes momentos 'DR', tão enriquecedores quando feitos com amor e verdade.
Sei lá, fiquei pensando em como tenho distribuído meu tempo, e minhas tarefas.
Ando meio desorganizadinha, que nem a guria da imagem.
(risos)

Sem mais para o momento....

19/09/2008

Música nativista não reflete o povo do RS

Música nativista não reflete o povo do RS, diz músico
 

A música e as danças usadas como símbolo do Rio Grande do Sul não refletem o povo gaúcho. Na avaliação do músico popular Pedro Munhoz, essa cultura difundida nas festividades do 20 de Setembro e perpetuada nas gravadoras, nos festivais e nos programas nativistas da televisão apenas cria no imaginário da população uma cultura que nunca foi a sua.

A reportagem é de Raquel Casiraghi e publicada pela Agência de Notícias Chasque, 19-09-2008.

Nem mesmo historicamente, analisa Munhoz, já que a tão festejada Revolução Farroupilha foi uma guerra dos latifundiários regionais contra o governo imperial. As danças, as músicas e os manuais criados nas décadas de 30 e 40 apenas reproduzem os costumes e fortalecem o domínio das classes gaúchas mais abastadas. A função do peão, destinada na história para o pobre branco e em algumas exceções para os negros, acabou sendo romantizada na cultura.

"A música, a cultura do Rio Grande expressa o latifúndio em toda a sua integralidade. Inclusive isso parte de músicos populares do estado, poetas, compositores, que muitos não têm ligação com o latifúndio mas que expressa esse interesse. A música do RS, eu diria que é uma das poucas que é tão arraigada a esse processo de poder. Tanto é que a Revolução Farroupilha é das poucas guerras no Brasil que não partiu do seio popular, não se criando nenhum vínculo com o povo. Cria-se através de quem criou todo esse processo ", argumenta.

O músico também critica o Movimento Nativista, criado na década de 70. Para Munhoz, o movimento apenas serviu para impor ainda mais essa cultura como sendo a do povo gaúcho. Ele defende a união dos artistas populares como alternativa ao estilo "Galpão Crioulo" dos programas de TV e dos festivais.

"Nas histórias dos festivais do RS tem muita coisa boa, muitos compositores bons, mas houve uma 'seleção natural' ou uma cooptação onde o que ficou é quem acena e quem concorda com o estabelecido. Então a música e a cultura gaúcha também estão ligadas a todo esse processo da indústria cultural em que se faz toda uma releitura das culturas regionais para que vire um produto de venda. Se existe o mercado urbano de música também existe o regional", diz.
http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=16804

 

Estou há tempos para escrever sobre isso, mas esta matéria sintetiza super bem o meu pensamento.

Vivemos 'adorando' uma cultura que não é a nossa. É uma fantasia, que reforça a questão da desigualdade social e da supremacia de uma classe sobre outra.

Sem falar da questão de raça, lembrando do negro, que foi massacrado nesta guerra.

Enfim, espero que ajude a repensar sobre o que realmente representa o povo gaúcho, uma miscelânea de etnias...

Se não fossem os imigrantes, o estado teria sucumbido após esta guerra de poder, o trabalho COOPERATIVADO dos imigrantes foi o que garantiu a sobrevivência econômica.

Trabalho nas 'picadas', promovendo os pequenos produtores rurais (ex sem-terra) vivendo em regime de cooperação comunitária.

Vale realmente a pena repensar sobre o que somos nós, gaúchos... estancieiros???? acho que não hein?!?!?!

 

 

 
 

17/09/2008

Saudade

Sabe, não é fácil lidar com a saudade...

Ontem tive um momento de desabafo, com minha mãe e meu irmão, a mãe encontrou junto com as coisas que vieram do hospital (ela não tinha tido coragem ainda de abrir alguns pacotes) a documentação do pai, e os exames que eles realizaram lá, e que estavam no prontuário dele.
Ficou claro o que nosso amor e nossa esperança não permitia que víssemos... ele não tinha mais chance de recuperação.
Desde São Leopoldo, não tinha mais volta, o coração não parava de crescer...
Ficou claro que foi nossa insistência em manter nosso amor vivo, que o manteve aqui conosco.
O pai foi um guerreiro, lutou para viver estes dias todos.
E me orgulho disso, com toda sua limitação física, seu espírito não desistiu da vida. Nos preparou e se preparou para a travessia, ou como tão bem o cristianismo nomina – sua Páscoa!
Pai, sei que vamos nos encontrar, que esta separação não é definitiva.
Me orgulho de você, meu velho!
Obrigada por ensinar-nos a te amar, a nos amar, e a amar a vida, até seu último sopro.

:)

15/09/2008

Horário de Verão

Foi instituído o horário de verão, em parte do território nacional, através do Decreto nº 6.558, de 08.09.2008, publicado no DOU de 09.09.2008, que terá início à zero hora do dia 19 de outubro de 2008 e terminará à zero hora do dia 15 de fevereiro de 2009.

 

O horário de verão vigorará nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 

*** mais um serviço de utilidade pública...

Boa semana!

14/09/2008

Utilidade Pública!!!

Um post informativo...
Beijos, e bom final de semana!!!
6 erros que cometemos em casa e que
trazem grandes prejuízos à nossa saúde

Especializado em Saúde Pública e
em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Engenharia da Qualidade
pela Universidade de São Paulo (USP), Roberto Figueiredo, autor de diversos
livros que tratam sobre os perigos dos alimentos contaminados dá dicas sobre
cuidados que devemos tomar no nosso dia-a-dia.

Confira:


1.
Carne debaixo da torneira
Erro: A água fará com que as bactérias penetrem
mais ainda, aumentando o risco de contaminação. Além disso, a carne tende a
ficar esbranquiçada, perdendo os nutrientes. Debaixo da torneira, só peixes,
para retirar as escamas e a barrigada.


2. Muito detergente na
esponja
Erro: É comum encharcarmos a esponja com detergente líquido, o que é
um erro. Como normalmente não é possível usar todo o detergente que ficou preso
na esponja, o resto é sempre usado na próxima lavagem. Aí está o grande
problema. Além do detergente, também fica acumulado resto de alimentos, que
podem no futuro trazer problemas à saúde.
Para se ter uma idéia, apenas oito
gotas de detergente já são suficientes, para um litro de água.



3. Tábua de carne de madeira
Erro: Boa parte das donas de
casa utilizam tábua de carne de madeira. Grande erro! Na tábua de madeira as
bactérias encontram o ambiente ideal para se proliferar. Procure sempre usar
tábuas de plástico.



4. Recipientes tampados na geladeira
Erro: Naturalmente quando colocamos um alimento na geladeira, costumamos
fazê-lo em um recipiente fechado. O problema está no fato de quê vai demorar
mais tempo para resfriar o alimento, fazendo com que as bactérias tenham tempo
suficiente para fazer a festa! O ideal é colocar tudo destampado e só depois de
mais ou menos duas horas tampar.



5. Leite condensado guardado na
lata, nunca!
Erro: Quase todo mundo guarda a lata de leite condensado na
geladeira, depois de aberta. O ideal é guardar o restante em um recipiente de
plástico ou vidro, e sempre servir com uma colher. Os dois furinhos feitos na
lata só servem para fazer com que entrem diversas bactérias.


6.
Formigas ignoradas
Erro: Consumir doces que foram atacados por formigas. As
formigas são consideradas até maiores agentes transmissores de bactérias que a
barata, pois ela consome os restos mortais dos insetos, além de passear por
todos os cantos sujos da casa. Doce com formiga deve ser jogado fora.

10/09/2008

Semana da pátria... de quem???


No domingo passado um amigo convidou meus sobrinhos para desfilar na semana da Pátria.
Aqui o desfile ocorrerá dia 13 de setembro, no sábado.
O tema que a escolinha dele vai representar é o índio.
Fiquei super feliz, tomara que consigam representar com dignidade este povo, que verdadeiramente é o povo 'dono da terra'.
Falamos que o Brasil fez 500 anos, coisa e tal... mas é uma certa cara de pau, né?
Quando os colonizadores chegaram aqui não encontraram a terra desabitada, e quando a dita 'independência' foi proclamada, também não libertou a todos...
Ainda hoje muitos povos indígenas vivem na marginalidade, como quem recebe migalhas para a subsistência, dadas pela mão dos 'posseiros'.
E a cultura deles é tão linda, temos tanto a aprender sobre respeito à vida e a mãe terra!
Que saibamos nos abrir para redescobrir estes valores fundamentais, né?

05/09/2008

frase para o dia


Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz.
(Ruth Renkel)

04/09/2008

A vida de quem fica

 
Dossiê Luto
A vida de quem fica
A morte desorganiza, deprime. Mas o luto tem começo, meio e fim. Nesse processo, a dor da perda se transforma em saudade, e a vida continua, com outro sentido. Por Rosane Queiroz

Uma mulher vai até Buda com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda diz a ela que vá a uma casa e consiga alguns grãos de mostarda. Mas, para trazer de volta a vida do menino, esses grãos devem ser de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre da perda.

A parábola budista explora a lição mais óbvia e mais difícil da vida. A dificuldade de encarar o fim como parte da existência é o que faz do luto uma experiên-cia tão assustadora. "A morte é sempre vista como um acidente de percurso ou um castigo divino", diz a psicóloga Clarice Pierre, especializada no atendimento de doentes terminais. Desde a infância o ser humano não é treinado para perder, mas para ter, acumular. "Os pais protegem os filhos das frustrações, e perder é essencial para entender que nada é permanente. E me refiro a perder desde jogos, até objetos e pessoas", diz Clarice.

Se o desapego budista é uma utopia, a preparação para encarar a morte de forma menos traumática é possível, e começa mesmo na infância. "Criança pode ir a velório e receber respostas honestas sobre a morte, em vez de explicações fantasiosas, como a de que a pessoa viajou ou virou uma estrela." No dia a dia, é preciso tratar as perdas como parte da vida. "Ensinar sobre a finitude ajuda a objetivar a existência, reduzindo a angústia existencial."

Os sintomas do luto são divididos em fases: choque, negação, raiva, depressão e aceitação. Nesse processo, a pessoa experimenta desinteresse pela vida, culpa, baixa auto-estima, angústia, revolta. A duração e a intensidade desses sentimentos vão depender do histórico de perdas da pessoa, e também do grau de relação com quem morreu (a perda mais dura seria a de um filho, pois quebra um ciclo "ilusoriamente previsível") e do tipo de morte. "Nas mortes traumáticas, acidente, suicídio, assassinato, pode haver uma fase de negação mais prolongada, a culpa e a revolta podem aparecer com mais intensidade", diz a psicóloga Maria Helena Bromberg, do 4 Estações, um centro de pesquisas sobre luto e atendimento a enlutados, em São Paulo.

"A princípio eu ia fazer uma loucura, queria matar ele, a família, todo mundo", diz o empresário Loudeber Castanho, 51, que perdeu a filha de 23 anos, assassinada a tiros supostamente pelo ex-namorado. O que o reteve e confortou foi "um lado espiritual" que a filha deixou. "Antes de morrer ela estava lendo 'Somos todos Inocentes', da Zíbia Gasparetto. Às vezes falava: 'Pai, dá uma lidinha no que eu sublinhei. E eu, na correria, não dava atenção. Depois, transtornado, comecei a rastrear as frases e a decifrar o que ela queria me dizer. Descobri que o espírito não morre. Foi a única coisa que me acalmou", diz.

Para superar o luto, é importante não sublimar a dor. "É para doer mesmo", diz Maria Helena Bromberg. Faz bem à família se reunir para chorar, conversar sobre o assunto, olhar retratos. Os rituais também ajudam, porque a recuperação é centrada na aceitação. "O velório permite que as pessoas se despeçam e que o enlutado seja reconhecido como tal", diz ela.
O período luto-casa dura cerca de dois meses. Aí cessam as visitas e a dor costuma piorar. É quando costuma ocorrer uma tentativa de resgatar o cotidiano anterior à perda, o que é impossível. A psicóloga Clarice Pierre diz ser importante, nesse estágio, se desfazer de objetos e roupas de quem morreu, e mudar hábitos. Muita gente muda de casa, de profissão, se engaja em uma causa.

Seis meses depois de perder a filha de 18 anos num acidente de carro, o casal Eduardo Carlos Tavares, médico, e Glaucia Rezende Tavares, psicóloga, se engajou na causa de amparo a enlutados. Criaram o grupo API -Apoio a Perdas Irreparáveis, que em um ano de existência reúne 37 casais, a maioria que perdeu filhos. Os encontros acontecem na casa de um dos integrantes, e são um espaço de expressão do luto. "Em muitas famílias, é tabu tocar no assunto. Mas à medida que falamos vamos nos transformando e ganhando força para retomar a vida. Depois de uma perda, ou a gente fica amarga, ou mais sensível. Nosso objetivo é adoçar a vida sem esquecer nem hipervalorizar a pessoa que se foi", diz Glaucia. Em São Paulo, o Grupo Fraterno, criado por três mães que há quatro anos perderam os filhos no mesmo acidente, se reúne semanalmente para estudar a doutrina espírita, trocar experiências e promover trabalhos sociais. "No grupo, quem está melhor, puxa o outro", diz Olga Braga de Araújo, 49, uma das mães. Os encontros chegam a reunir 80 pessoas.

De maneira geral, leva-se de um a dois anos para "elaborar a perda", no jargão dos especialistas. Nesse período vão ocorrer pela primeira vez as datas importantes: aniversário, Natal... Se os sintomas de luto persistem, é provável que a pessoa não esteja vivendo as etapas necessárias à superação. Freud, no texto "Luto e Melancolia", compara essas duas condições que encerram "o mesmo estado de espírito penoso, a mesma perda de interesse pelo mundo externo". Só que, no luto, diz Freud, "é o mundo que se torna pobre e vazio; na melancolia, é o próprio ego". Nos dois casos, existe uma oposição à realidade. Mas, no luto, "normalmente prevalece o respeito pela realidade", ou seja: uma hora termina e a alegria se torna, ao menos, possível.

O processo considerado "anormal" pelos especialistas tem duas reações opostas: ou a pessoa não sai do luto (é a mãe que arruma o quarto do filho, cultuando o morto todos os dias) ou nem sequer entra nele (a pessoa fica indiferente, não chora, age como se não tivesse acontecido). Nesse luto "adiado", a dor fica guardada em algum lugar "e um dia vem à tona", diz Maria Helena Bromberg.

Morte e transformação
A perda traz mudança de valores. "As pessoas passam a ter menos medo de errar, entendem que têm limites e vivem melhor o presente", diz a psicóloga Clarice Pierre.

Foi o que aconteceu com a decoradora Vitoria Herzberg, que há dez anos perdeu o filho Daniel, 18, de câncer. Ela diz ter passado por todas as fases do luto. "Ou você se envolve na vida, ou os vivos acabam desistindo de você."

Depois de três meses, Vitória retomou seu trabalho com decoração, mas, em meio a uma polêmica com um cliente sobre o tom de amarelo que forraria um sofá, viu que aquilo não fazia mais sentido. Largou a profissão. Há nove anos se dedica a orientar pacientes com câncer e seus parentes. Vitória diz que até hoje não se conforma com a ausência do filho, mas aprendeu a conviver com ela. "Antes eu perguntava: Por quê meu filho?. Hoje eu pergunto: Quem sou eu para não ser comigo?"

Onde procurar ajuda

São Paulo
4 Estações Instituto de Psicologia - tel/fax: 0XX-11-3051-2754
LELU - Laboratório de Estudos Sobre Luto da PUC-SP
tel: 0XX-11-3794-4647
Grupo Fraterno - tel: 0XX-11-5052-1840 ou 530-7544
Day Care Center (pacientes com câncer e familiares) - tel/fax: 0XX-11-853-3757/3061-2843 e-mail: daycare@mandic.com.br
Clarice Pierre - psicóloga tel: 0XX-11-881-2998

Porto Alegre
Serviço de Atendimento Psicológico da PUC-RS tel: 0XX-51-320-3500 ramal 3561

Goiânia
Grupo de Apoio Pós-óbito Infantil - Hospital Araújo Jorge tel: 0XX-62-212-7333 - pediatria

Belo Horizonte
Clínica SOS à Morte - tel: 0XX-31-282-3090 site: www.microplanet.com.br/~mgloria
API - Apoio a Perdas Irreparáveis tel: 0XX-31-282-5645

Rio de Janeiro
Instituto Nacional do Câncer - Centro de Suporte Terapêutico Oncológico (pacientes com câncer e familiares) tel: 0XX-21-577-4125

 

03/09/2008

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