Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo religião

Casaldáliga

Tomo a liberdade de postar este texto, do Zé Vicente, uma pessoa fantástica, com a alma tão bela quanto as belas músicas que compõe (não fosse assim, não teria obras tão lindas). O Zé foi visitar Dom Pedro... bom... segue o texto dele... O beijo de Pedro   Zé Vicente , poeta e cantor, relata sua visita ao bispo  dom Pedro Casaldáliga internado em Goiás e publicado pelo sítio do  Cimi , 26-10-2010. Eis o relato. A estrada foi longa e já era meio dia de 21 de outubro.  Itamar , nosso companheiro motorista, estacionou a Kombi na sombra de um Ipê, pleno das primeiras folhas, após passagem das primeiras chuvas no cerrado goiano. Entramos no pequeno hospital de Ceres, para acolhermos a graça da visita tão esperada. Ali, sentado numa cadeira, tomando soro, frágil no corpo, luminoso na alma, você, Irmão Pedro , nos acolhe com o brilho de sempre, com certeza mais transfigurado ainda, pelos desafios da idade e das "irmãs doenças" que vão chegando na estação que a ...

o que fala a palavra, o que fala a Palavra?

Antes, sendo noite, Já era a Palavra. No vento e nas flautas. Falando nos montes, falava nas águas. Plantava, colhia, dançava. Falava na vida, a vida; Na morte, a terra sem males falava. E veio a Palavra se dizendo dia, Cercada de armas, forrada de Bíblia. E matava a vida, e a morte falava. Era má notícia. Nas mãos da palavra. Agora é hora de ser simplesmente Palavra a palavra. a Boa Notícia desnuda e amada, Vestida de Bíblia, despida de armas, Cheirosa de povo No vento, no sangue, nas flautas. (Dom Pedro Casaldáliga) Este homem fascinante e stá com a saúde debilitada, internado em Goiânia . Diante da onda neoconservadorista da Igreja Católica (o que pessoalmente me faz crer que o colapso está eminente, uma vez que não atrai mais pessoas críticas e pensantes para suas fileiras, apenas ovelhas cegas e reacionárias) nos entristece ver que os grandes faróis do cristianismo libertador estão fisicamente enfraquecendo. Quando fazia meu trabalho de conclusão, lia part...

busca do outro

continuando a reflexão... nós não somos seres feitos para viver sozinhos, temos muito forte a dimensão da socialidade. Tanto é verdade que se não fosse a capacidade do homem se socializar, não teríamos sobrevivido como espécie, pois não sei se é de conhecimento de todos, éramos caça, e nossos predadores eram bons em caçar... Foi o Cooperativismo, de certa forma, que nos permitiu viver em tribos, onde cuidávamos uns dos outros e da subsistência da espécie com suprimentos, segurança, etc. Por isso acredito que a individualização que nos trouxe esta pós modernidade, também está nos remetendo a encontrar novas formas de viver este nosso sentido de coletividade. Muito se fala hoje nas 'tribos'. o que antes a Igreja fazia (reunir pessoas em um objetivo comum) assim como as outras instituições como exército, partidos políticos, movimentos sindicais, etc, cedeu espaço a novas formas do humano viver o seu coletivo. Tribalismo - viver em tribos Tribos de skatistas, tribos de roqueiros, ...

Eu e Deus (parte 2)

Falo no post anterior do sentimento de individualização. O referencial é o homem, que frequenta a denominação religiosa que quiser, e que não tem um pingo de peso na consciência por faltar a missa de domingo. E o fato de não ir à missa tampouco o torna um ateu. Levei tempo para entender a transformação ideológica pela qual passamos. Fui educada em uma Igreja 'moderna', da qual eu participava por opção, e onde eu me sentia comunidade. Já faz algum tempo que mesmo nos ambientes chamados de 'comunidades' ou 'paróquias', não se vive mais o sentido primitivo de comunidade. Talvez porque as pessoas já não saibam mais, não consigam mais vivenciar esta dimensão. Temos necessidade do transcendente, de 'ouvir, buscar, sentir' a Deus. São inúmeros movimentos, seitas e grupos que oferecem este 'estar com Deus', mas com uma linguagem muito mais mercadológica do que cristológica. Eu faço uma novena - Nossa Senhora dos Nós me atende. Eu compro a rosa abençoada ...

Eu e Deus (parte 1)

Nunca o homem foi tão voltado ao transcendente. Esta é uma afirmação um pouco complicada, se contra-argumentarmos que, fora o padre, ninguém vá a missa todo o santo domingo . Grande parte das pessoas ainda têm a concepção de que 'ser religioso' é 'ser praticante de uma religião'. Isso de fato até foi verdade, mas quando não se concebia um homem viver em sociedade sem estar inserido na instituição igreja. Hoje (felizmente!!!) a relação com o Divino e a Economia da Salvação não estão mais vinculadas às mãos sacerdotais (ou pastoris). O homem pós moderno desacredita das instituições. E não é só a igreja não - pense em governo, polícia, partidos políticos - são todas, todas perderam crédito. Isso não é ruim, no momento em que aproxima o homem do seu criador, sem barreiras, tributos ou pedágios. Mas é ruim quando traz consigo o pior que o processo de individualização pode trazer, que é a incapacidade de trabalhar em equipe, em conjunto (ou 'comunidade'). Sozinhos som...

vejo flores em você

Tem gente que é assim... tem a alma tão linda, que nos lembra um belo arranjo de flores. Tem uma senhora que trabalha na empresa onde eu trabalho, ela trabalha em uma empresa terceirizada, e faz a limpeza em nossas salas. Semana passada, ela veio procurar uma colega minha, para obter ajuda e informações sobre o medicamento da netinha dela. A filha dela teve a menina, e largou com a avó, não quer nem saber. A menina chama a avó de mãe... esta menina tem uma disfunção hormonal, e na semana passada o médico diagnosticou câncer. A dúvida da senhora era sobre o preço do medicamento. Quando a minha colega foi consultar, quase caímos de costas. Uma 'dose' (um frasco) custa mais de mil reais. Evidentemente ela não tem condições de comprar... q baita drama pessoal! Entretanto, ela não se abateu... continua exalando tranquilidade... vai procurar ajuda e resolver isto. Baita exemplo de vida. Quantas vezes nós esperneamos quando uma coisinha qualquer sai do nosso controle, no plano que des...