Falo no post anterior do sentimento de individualização. O referencial é o homem, que frequenta a denominação religiosa que quiser, e que não tem um pingo de peso na consciência por faltar a missa de domingo. E o fato de não ir à missa tampouco o torna um ateu. Levei tempo para entender a transformação ideológica pela qual passamos. Fui educada em uma Igreja 'moderna', da qual eu participava por opção, e onde eu me sentia comunidade. Já faz algum tempo que mesmo nos ambientes chamados de 'comunidades' ou 'paróquias', não se vive mais o sentido primitivo de comunidade. Talvez porque as pessoas já não saibam mais, não consigam mais vivenciar esta dimensão. Temos necessidade do transcendente, de 'ouvir, buscar, sentir' a Deus. São inúmeros movimentos, seitas e grupos que oferecem este 'estar com Deus', mas com uma linguagem muito mais mercadológica do que cristológica. Eu faço uma novena - Nossa Senhora dos Nós me atende. Eu compro a rosa abençoada ...
Olhar o céu é tirar os olhos do comum.