18/08/2005

Pré findi

BAH
tá um friozinho tão gostoso aqui nos pampas gaúchos...
Pena eu não ter tido o bom senso de pegar um casaco.

mas para aquecer a tarde
deixo aqui um lindo poema, sobre poema... hehe
do Quintana

OS POEMAS
Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro,
eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mario Quintana - Esconderijos do Tempo

12/08/2005

To feliz!!!



Será o sol?
Será o dia light de hoje?

Será a boa noite de sono?

Não importa, o que importa é que tem um lindo final de semana pela frente,
hoje vou ver meus amigos (tem uma janta na casa da Juliana), é dia dos pais no domingo...

Parabéns a todos os pais!!!

11/08/2005

Atual conjuntura

Estas palavras sempre me fazem lembrar do "Samba do Crioulo Doido"
acho que agora sim, o crioulo endoidaria de vez...

Acabo de passar por uma auditoria da ISO, o relaxamento da 'pós auditoria' fez aparecer as dores de tensão nas costas.

resolução da manhã: "hoje vou dormir cedo"

acho que é isso que tá me faltando
uma boa noite reparadora!

Falando nisso, olha eu com cara de sono,
tava ociosa, sozinha no hotel em São Paulo,
no outro dia iniciaria o work shop de comunicação do qual participei...

To mais ou menos com esta carinha de sono agora.

a diferença é que tenho que aguentar até a tardinha prá poder descansar...

06/08/2005

Concluindo a série...

Posso dizer com segurança, que não seria quem sou hoje (um ser em construção) se não tivesse optado por crescer em comunidade.
A comunidade (os grupos e movimentos de juventude) me desafiaram
e me desafiam ainda hoje,
a crescer como pessoa humana.

Todo dia traz o novo.

Todo dia renova-se o anseio de aprender, de crescer,
de ajudar, de fazer alguma diferença neste mundo.
Hoje estou com 28 anos. Segundo a ONU, não sou mais jovem.
Mas segundo o que tenho vivenciado desde que comecei a participar deste ‘mundo dos jovens’, sinto a cada dia mais forte a certeza que juventude realmente é um estado de espírito.
Estou me tornando uma adulta com ‘juventude acumulada’,
sempre que tento preservar a dimensão da autenticidade,
da intensidade típica da adolescência.

Crescer é buscar o alto, é olhar para o céu,
na certeza que temos um caminho,
que temos um Deus que nos acompanha e nos guia neste caminho,
e que temos todas as condições necessárias, para juntos, o trilhar com alegria.

"Não, não tenho um novo caminho.
O que tenho de novo é o jeito de caminhar."

(Tiago de Mello)

01/08/2005

Desafios do crescimento/amadurecimento

Aqui iniciaria uma lista de desafios que considero parte da dinâmica natural dos grupos,
não só grupos de jovens, mas grupos de pessoas, em geral.
Sempre que houver liderança e caminhada,
haverá certos papéis que serão desempenhados por membros destes grupos (passivo, dominador, permissivo, paternalista)
e também etapas da caminhada e amadurecimento destes grupos (formação, euforia, crises, renovação).
Vou falar da fase mais difícil do trabalho em grupos (especialmente nos grupos de juventude),
ao menos pra mim,
que é a assessoria.

Saber o momento certo de tomar as atividades nas mãos,
e o momento certo de soltar as coisas, para que outro a conduza:
este é o que há de mais difícil de se aprender.
Por mais que a caminhada com a juventude tenha me concedido ensinamentos que realmente valem ouro, e os quais levo para toda as dimensões da minha vida (trabalho, casamento, família, estudo), ainda hoje me deixa ‘sem chão’ quando o assunto é assessoria.
Talvez pelo excesso de zelo, desenvolvi uma tendência paternalista em relação aos grupos que participo, e há algum tempo tenho aprendido que o mais valioso e o mais gratificante é contribuir para a construção da autonomia das pessoas que caminham com a gente.

Mas soltar das mãos as ‘rédeas’ de estruturas que amamos,
é algo muito difícil de colocar em prática.
Aprendi a duras penas que o fio que separa o coordenador paternalista de um coordenador permissivo, é muito tênue.
Na ânsia de promover a autonomia, acabei soltando de vez algumas coisas,
e isso não é justo com as pessoas que ‘pegam’ estas coisas.
Aprendi que mais do que ‘deixar fazer’, é necessário ter um trabalho sistematizado,
onde além de identificar, os líderes (assessores) devem acompanhar,
trazer para caminhar junto, os novos líderes, para que, quando chegada a hora de ‘soltar as rédeas’ a liderança formada tenha segurança para conduzir as coisas.

Ser democrático de verdade não é nada fácil.

Mas é o único jeito certo de se fazer as coisas.

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