01/11/2005

o q eu tenho em comum com Dom Sinésio?

fiquei feliz ontem,
encontrei este artigo, e vi que não sou a única a me preocupar com isso...
perder tempo, neurônios, e paciência com o comportamento da juventude diante do compromisso...

olha só o que diz o Dom:

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Evangelização da juventude
30 de outubro de 2005
Dom Sinésio Bohn
Bispo de Santa Cruz do Sul

Uma família firmemente vinculada à comunidade eclesial tem um problema: os dois filhos mais novos são ótimos, acreditam em Deus, mas se negam a participar das celebrações de fé da comunidade.
A mãe está triste, o pai acha que é crise retardada da adolescência, os jovens não estão nem aí! O pároco, antes entusiasta da Pastoral da Juventude, diz que não suporta mais a imaturidade da nova geração. Ele nem desconfia que está velho e fora da cultura atual.
E o bispo? É novo, tem seu próprio movimento espiritualista e não acha que é pecado matar grupos de jovens só porque não levam a sigla de sua predileção.
E a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil? Decidiu assumir como tema central da 44ª Assembléia Geral, em 2006, o assunto: "Evangelização da Juventude".
O Conselho Permanente nomeou uma comissão encarregada de preparar o tema, com uma orientação clara: "O tema precisa levar em conta a grande parte dos jovens não-evangelizados ou não relacionados com a Igreja e a ação eclesial".
Pergunta ainda qual o vínculo com as Diretrizes da Igreja no Brasil e com o Projeto Nacional de Evangelização.
Para completar a moldura, em 2007 o Brasil há de sediar a V Conferência do Episcopado Latino-Americano, com o tema: "Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida". E o lema: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Sem esquecer que o próprio Papa Bento XVI confirmou sua presença em Aparecida do Norte, lugar da V Conferência.

Como oferecer o Evangelho à juventude mais interessada em aprofundar relações humanas, do que em transformar a sociedade? Mais sensível à religião como fermento espiritual, do que vínculo com a Igreja organizada? Mais atraída por movimentos dinâmicos e emocionais, do que por projetos eivados de racionalidade e de compromissos institucionais?

Há um outro desafio não pequeno: O Papa Paulo VI, falando sobre a evangelização, diz que a Igreja "tem sempre necessidade de ser evangelizada, se quiser conservar jovialidade, alento e força para anunciar o Evangelho" (EN, 15). Significa que a Igreja, no mínimo, deve estar disposta a escutar a juventude, auscultar com simpatia seus valores, olhar com o coração seus clamores e respeitar seu modo de ser e de vivenciar a sua fé.
Em Brasília houve um seminário em preparação ao projeto de evangelização da juventude.
Vi que bispos, presbíteros, irmãs religiosas e leigos adultos ouviram atentamente o testemunho e as sugestões de jovens.
Parecia o jovem Isaías falando a seu povo. Fiquei feliz e otimista.
A profecia ainda não está calada e ainda está sendo escutada.

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Salve Dom Sinésio!
Que tenhamos muitos Isaías a gritar pela juventude, para que consigamos vencer a apatia!!!

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