04/10/2006

e se fossem pães?

Recebi um texto hoje de manhã que fala de justiça e injustiça... distribuição de renda, e política.
De uma forma bem simples, e que nos fala no coração (e no estômago).

"Se a riqueza de nosso continente fosse a miséria de cem quilos de ouro,
hoje ela estaria assim distribuída:
Para os 5 mais ricos: 37 Kg;
Para os 25 da classe média: 20 Kg;
Para os 70 pobres: 23 Kg.

Se esse ouro fosse 100 pães, teríamos:
Para os 5 mais ricos:37 pães;
Para os 70 mais pobres: 23 pães.


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Alguém diria:
"Sim, mas não tenho culpa de ter nascido rico ou ficado rico. Se eu não lutasse por ficar mais rico, estaria impedindo o progresso do país, porque, afinal, são os ricos que geram riquezas para tantos pobres...".
Parece interessante o argumento, mas a verdade é que a conjuntura internacional não permite que um país aumente os 100 pães que já tem. A
América Latina não tem condições de competir com os países ricos do mundo. Ao invés de 100 pães, tem tido cada vez menos pães e um maior número de pessoas. Se os ricos não admitem empobrecer, os mais pobres jamais terão os 70 pães de que precisam para repartir entre 70 pessoas...
Utopia ou não, o certo é que cada pessoa tenha o mínimo necessário. E é para isso que a Igreja faz política. Vai desagradar e está desagradando os que possuem mais. E talvez não esteja agradando nem aos pobres, mas está buscando a justiça. O tempo dirá se errou ou se acertou, mas concordar com isso era impossível. E continua sendo. A caridade sem a justiça não é caridade... "(Fonte: Pe. Zezinho , SCJ - A IGREJA QUE SE METE NA POLÍTICA )


Independentemente da crença de cada um... justiça é justiça!
Dói pensar que é tão difícil fazer efetivamente algo para que esta realidade mude, né?
Publicar textos, dar palestras, fazer discursos, colocar fotinhos e flogs e blogs é fácil, difícil é realmente promover a vida, como ele merece e tem que ser promovida, com dignidade e respeito para todos, não importando sua crença, cor, opção sexual...

Hoje é dia de São Francisco, o homem do milênio, que rezava assim: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz..."
Hoje rezo com ele: Onde ouver desespero, que eu leve a esperança.

Que a esperança sempre vença, que nós consigamos juntos ter ao menos esperança num mundo melhor, é isso que nos leva a construir, mesmo que de pedacinho em pedacinho, uma pátria nova.

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