12/03/2008

busca do outro

continuando a reflexão...

nós não somos seres feitos para viver sozinhos, temos muito forte a dimensão da socialidade. Tanto é verdade que se não fosse a capacidade do homem se socializar, não teríamos sobrevivido como espécie, pois não sei se é de conhecimento de todos, éramos caça, e nossos predadores eram bons em caçar... Foi o Cooperativismo, de certa forma, que nos permitiu viver em tribos, onde cuidávamos uns dos outros e da subsistência da espécie com suprimentos, segurança, etc.

Por isso acredito que a individualização que nos trouxe esta pós modernidade, também está nos remetendo a encontrar novas formas de viver este nosso sentido de coletividade.
Muito se fala hoje nas 'tribos'.
o que antes a Igreja fazia (reunir pessoas em um objetivo comum) assim como as outras instituições como exército, partidos políticos, movimentos sindicais, etc, cedeu espaço a novas formas do humano viver o seu coletivo.
Tribalismo - viver em tribos
Tribos de skatistas, tribos de roqueiros, tribo de yoga, tem tribo prá tudo.
O interessante é que nenhum destes grupos se permite estar unido por questões sociais, por exemplo.
O grupo de skatistas (vou pegar como exemplo apenas) assim como as demais tribos, não se reune em busca de melhorias nas condições sociais ou de trabalho destas pessoas skatistas. O que os une é o gosto em comum pelo skate, e a possibilidade de, estando juntos, vivenciar este gosto comum.
O gosto pelo outro é diminuído pelo desejo de satisfazer o seu prazer/instinto.
'Estou com você porque é boa para mim a sensação de satisfação de estar com você."

mas... é verdade que nem tudo está 'perdido'
não somos completamente (enquanto humanos) alienados das necessidades dos outros seres humanos.

O grande número de entidades civis sem fim lucrativos, que buscam o bem social e a promoção da vida de outros seres humanos e do planeta, é algo que revela empiricamente que o homem não perdeu a capacidade de se preocupar com o outro, assim como a capacidade de cuidar e ajudar o semelhante e a natureza que nos cerca.

É legal pensar sobre isso.

Pensar que podemos ajudar a criação a ser mais digna, e com isso vamos nos conhecendo cada vez mais, e fazendo deste mundo (mesmo que seja de grão em grão) um lugar mais interessante.

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